Alguns
povos antigos certamente conheceram a propriedade que têm
a geléia real de prolongar a vida das abelhas rainhas.
Por exemplo, é o que dá a entender o legendário
mito, segundo o qual a ninfa Cyrene impregnava seus filhos
com o dito produto e a célebre ambrosia, bebida que
proporcionava eterna juventude às divindades do Olimpo.
Os primeiros
colonizadores espanhóis, imbuídos das mesmas
idéias, buscavam inutilmente nas mais longínquas
selvas americanas a "fonte da juventude".No século
XVII, o naturalista holandês J. Swammerdan descobriu
que a diferença entre as abelhas operárias
e a abelha rainha era devida a administração
continuada às larvas destas últimas, de uma
secreção das abelhas a qual chamou de mel
salivar.
O termo Geléia Real, com o qual até hoje se
denomina o leite das abelhas deve-se ao naturalista suiço
Francisco Hubbert, hoje reconhecido como o cego vidente
da apicultura moderna. Hubbert, privado da visão
aos quinze anos de idade, dedicou-se ao estudo da vida e
costume das abelhas, tendo se utilizado primeiramente dos
olhos de seu ajudante e filho e posteriormente também
dos olhos de sua esposa e filho, hábeis observadores,
e assim obtendo grande ajuda ao seu espírito genial
para levar a cabo suas observações e seus
estudos críticos.
A
ele se deve a utilização pela primeira vez
do nome Geléia real. Na década de 50, antes
mesmo da aparição do surpreendente livro do
francês Alin Caillans, As abelhas, fonte de juventude
e vitalidade, o polén e a geléia real,
numerosas revistas européias davam caráter
e notícia sensacionalista ao descobrimento da geléia
real e suas virtudes rejuvenecedoras para a espécie
humana.
Por conta das experiências de diversos cientistas
europeus e norte-americanos dando conta sobre a composição
vitamínica da geléia real o interesse de biólogos
e laboratórios por esta nova substância das
abelhas tornou-se firme e incrementou sua demanda.
Logo surgiram laboratórios nos quais visivelmente
imperava interesse comercial sobre o científico.
Isto ocasionou problemas para a geléia real no terreno
da popularização de suas virtudes, e assim,
sem atribuí-la nenhum trabalho documental sério,
foi posta à venda em forma de alimento na Suiça,
França e Alemanha.
Esta forma de colocar o produto logo causou à geléia
real grandes prejuízos. Os produtores tiveram ultrapassada
sua capacidade de produção e a oferta de geléia
real não alcançava as quantidades requeridas,
causando um sentimento de frustração nas pessoas
interessadas em conhecer seus benefícios na saúde.
A falta de informação para o médico
e o evidente interesse em mantê-lo afastado deste
tema motivou um justo movimento de repúdio, ceticismo
e seguramente a geléia real teria sido proscrita
da terapêutica humana não fosse uma fortuita
casualidade de ampla repercussão mundial: o restabelecimento
do Papa Pio XII.
Quando no início do ano de 1954, foi informada a
milagrosa aparição de Cristo ao Santo Papa,
gravemente enfermo e posteriormente noticiou-se o rápido
e espetacular restabelecimento, e quando se aludia à
geléia real como o remédio que operara esta
virtuosa ação, já faziam mais de dez
meses que o mundo científico estava inteirado desta
sensacional revelação biológica.
Efetivamente, no II Congresso Internacional de Biogenética
Racional, celebrado em Roma, em abril de 1955, se deu a
conhecer oficialmente o trabalho do professor, médico
de cabeceira há 25 anos do Papa Pio XII, Dr. Ricardo
Galleazzi Lisi, sobre O Tratamento do Câncer com geléia
real. No dito informe, apresentando o quadro clínico
de Sua Santidade e tendo ensaiado todas as terapêuticas
conhecidas, entre as quais cabe destacar a celuloterapia
do Dr. Paul Niehans, foi somente mediante a introdução
de uma sonda pela mão experiente do cirurgião
professor Paolucci se logrou administrar a mais revolucionária
terapia natural, solução de geléia
real, que foi generosamente enviada do México.
Temos ministrado uma série de cápsulas
de geléia real em doses progressivas e temos chegado
a conclusão que deve ser considerada totalmente atóxica.
Os efeitos deste medicamento são tais que atualmente
a despeito da atividade que desenvolve no mundo temporal
como no universo espiritual nosso ilustre enfermo se comporta
satisfatoriamente, permitindo pensar que superará
muito bem os 80 anos recentemente festejados.
É indubitável que elementos de eficácia
assombrosa devem estar presentes nesta secreção
das glândulas galactógenas da Apis Mellifica;
nós, que vemos diariamente sua ação
e seqüência de resultados favoráveis,
temos que concordar com Maurice Zalewski e Charles Reber
Point de Vue, Images du Monde, 5-11-53.
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Muitos
produtos com Geléia Real |
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É a missão da ciência
por às mãos dos homens o que é domínio
dos deuses. De modo que nossas obras são de morte,
esta será uma obra de vida. Corresponderá
a era da geléia real impor-se sobre a era atômica.
Quando o Dr. Frederico Banting e o Prof. H. F. Jackson empreenderam
os estudos de prolongamento da vida por meio da geléia
real no ano de 1936, baseando-se nas notáveis observações
que sobre as abelhas exercia esta substância, manifestaram:
Há um campo imenso de possibilidades. Os resultados
podem ser maravilhosos, incríveis.
Composição
A geléia real apresenta uma imensa concentração
de elementos.
Proteínas, Aminoácidos, Minerais (cálcio,
ferro, zinco, fósforo, potássio, magnésio,
cobre, sódio, manganês, silício, cloro,
cobalto e alumínio), Vitaminas (ácido fólico,
colina, niacina (pp), inositol, tiamina (B1), riboflavina
(B2), ácido pantotênico (B5), piridoxina (B6),
biotina (H), cianocobalamina (B12)), Compostos Fosfóricos
e Ácidos Graxos.
Aplicações
A medicina natural integral, utiliza a geléia como
auxiliar nos tratamentos de bronquites, gripes, fraquezas,
anemia, convalescentes, deficiências imunológicas.
A geléia real desacelera o processo de degeneração
e envelhecimento precoce, regula ciclos hormonais, combate
a impotência, reduz a ação dos radicais
livres. Pode ser usada externamente, nos casos de hemorróidas,
queimaduras, micoses e ferimentos de cicatrização
difícil. Como máscara facial, limpa a pele
e elimina rugas.
Cuidados
A geléia real deve ser mantida sob refrigeração
e utilizada somente "in natura", os produtos "compostos"
com geléia real na maioria dos casos contém
quantidades insuficientes do ponto de vista energético.
A dosagem de consumo é de uma colher de café,
duas ou três vezes ao dia, em jejum ou longe das refeições.
Informações
fornecidas pelo pesquisador Osni Facchini