Em
sua origem latina, a palavra Flávia é referente a cor dourada, remete
ao ouro, servindo para identificar também pessoas de cabelos claros. Mas
quando nasceu, em 17 de janeiro de 1984, os pais não poderiam prever a
cor das madeixas do bebê gordinho e careca que chegara ao mundo. Os
primeiros passos em direção ao mundo da música, aconteceram
aos 14 anos e foram acompanhados pelos pais, na igreja. O incentivo veio de um
primo que pacientemente ensinou os primeiros acordes no violão e deu as
primeiras lições de canto. O destino parecia estar escrito.
Em
1999, com 15 anos, já cantava profissionalmente em uma banda de axé,
a Kaçamba. Viajava, se apresentava em inúmeras casas de shows, conhecia
outros músicos. Não demorou muito pra surgir o convite de cantar
em uma banda baile cujas apresentações mesclavam produções
bem elaboradas e vários estilos musicais. "Foi uma escola. Aprendi
a ser versátil. Ora tinha que incorporar a Ivete Sangalo, ora a Whitney
Houston. Com o trabalho acertei a postura, a presença de palco necessária
para grandes shows", recorda Flávia sobre os três anos em que
fora integrante da Banda Êxtase.
Aos
poucos alguns colegas de trabalho que também eram amigos, saíram
da banda para apostar em projetos particulares, "Isso de certa forma foi
um estímulo para que eu fosse atrás dos meus próprios sonhos"
afirma a cantora. No ano de 2005, o objetivo era definir um único estilo
e apresentar-se com amigos em shows de hip hop. A idéia deu certo e várias
casas noturnas de Uberlândia e região foram palcos para a banda Hip
Harley. Mas nem todos os músicos tinham interesses comuns, e uma das grandes
dificuldades era conciliar datas. Apesar
disso, Flávia não parou de trabalhar; gravava jingles, cantava em
outras bandas, como a Nova Facce. 2006
foi o ano do "foco", como bem define a cantora. Momento de centralizar
as metas; definir ações; escolher repertórios e gravar o
material próprio. "Eu acredito que gravar um cd seja um dos maiores
sonhos de um artista. Mas esperar por concursos de música ou incentivos
públicos pode ser mais cansativo que o trabalho árduo de ir atrás
literalmente e bater em portas de estúdios propondo parcerias; de empresas,
oferecendo espaço publicitário no encarte", argumenta.
Essa
nova fase pode ser conferida pessoalmente e ouvida também. E para aqueles
que também tem sonhos que às vezes parecem inalcançáveis,
vai o conselho: "A nossa força quando queremos muito alguma coisa
é bem maior do que algumas dificuldades que encontramos no caminho. E mesmo
levando dezenas de 'não', chega um momento que alguém abre uma porta,
dá uma oportunidade. Só precisamos buscar".
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