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sexta-feira,
11 março, 2011 00:41
Consciência
moral e consciência arcaica
As constelações
familiares colocam em equilíbrio a consciência
arcaica e a consciência moral em relação
aos excluídos.
Temos uma consciência
moral que regula o que preciso fazer para pertencer, sendo
isso plenamente consciente ou não. Podemos experimentá-la
como boa ou má conforme nos sentimos culpados ou
inocentes. Ela exige a exclusão.
E temos também
uma consciência arcaica, primitiva mesmo, da era do
surgimento do homem, onde os grupos necessitavam ser coesos
para assegurar a sobrevivência. Ela não tolera
exclusões. Essa lei sistêmica atua na alma
até hoje. Isso nós vemos nas constelações
familiares. Quando alguém foi excluído no
sistema, a pressão de uma outra "instância"
faz com que ele seja mais tarde representado por uma outra
pessoa na família. Portanto, considerando o processo
em seu conjunto, a exclusão é impossível.
Assim, a consciência arcaica não tolera exclusões.
A moral exige que alguém
seja excluído, porém, o excluído permanece
no campo, por exigência da consciência arcaica.
Por isso ele vem a ser representado no campo. Isso se manifesta
na constelação, na medida em que outro membro
da família tem os mesmo sentimentos do excluído
ou chega mesmo a repetir o destino dele, esse é o
enredamento, que aparece quando se faz uma constelação.
Aí se manifesta o poder do campo e a impotência
da moral.
A consciência
arcaica também exige hierarquia. As pessoas fracassam,
morrem e adoecem quando infringem essa hierarquia.
Pelos efeitos das constelações
podemos ver como a cegueira da consciência moral é
a causa dos enredamentos, eles se tornam visíveis
e são resolvidos. A volta à consciência
arcaica é um reconhecimento. Tornamo-nos conscientes
de que algo foi reprimido, excluído. Isso muda algo
no campo, por exemplo, na família ou para o indivíduo,
sem que com isso se abandone o campo. Assim instala-se a
paz e a liberdade.
(baseado no livro Um
lugar para os excluídos – Bert Hellinger)