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terça-feira, 23 janeiro, 2001 15:45

Nunca tomba quem deitado está

É fato. Nunca vi alguém deitado tombar. Tombam os que estão de pé, falham os que fazem, erram os que tentam, perdem os que competiram. Quase nunca nos lembramos dos derrotados.

Perder é atributo exclusivo de quem tenta. Então dedico este texto aos perdedores, àqueles que se viram sem nada da noite para o dia, sem que importe, qual tenha sido o motivo.

Ser pioneiro, ou arvorar arrojo dentro de status vigente, tem lá suas parcelas de dissabor. Às vezes, naquilo que muitos chamam de golpe de sorte, uma iniciativa sui generis ganha o mundo e faz a fama do seu criador. Nada é por acaso. Com certeza, mesmo que inconsciente, ele deu todos os passos, na sequência certa ou, errou no percurso, mas assimilou-os rapidamente e alcançou o sucesso.

Saint-Exupéry, escritor francês, autor do clássico "O Pequeno Príncipe", tem entre suas obras um outro livro chamado "Cidadela", onde uma das temáticas é o erro. Diz ele que perfeição é coisa de guardião de museu e que há beleza e ensinamento por trás do golpe de viés do escultor na pedra, do passo falhado na dança, que aquilo que entendemos como perfeito, nada mais é que a comparação que fazemos com o falhado e que nada mais perfeito do que construir um Reino, onde tudo seja simplesmente fervoroso, pouco importando a quantidade de erros e acertos.

Se você falhou um dia, receba meus aplausos e uma observação amiga. Toda empreitada requer silêncio prévio. O instante de atenção, o treino em olhar todo o território sem permitir que o entusiasmo da descoberta, o insight, roube de você as etapas do planejamento, absolutamente necessário.

E planejamento não tem nada a ver com perfeccionismo, do tipo - primeiro isso, depois disso, aquilo, depois daquilo, aquele outro, como se a vida fosse um joguinho de armar e encaixar. Inspiração 10, transpiração 90, essa é a escala da porcentagem do sucesso. Mas transpiração, também não significa, comer, beber e dormir trabalho ou o desenvolvimento da idéia. Significa apenas atenção, o silêncio de que falei no parágrafo anterior.

No silêncio podemos perceber as coisas se movimentando ao nosso redor e dessa forma, melhor perceber o próximo passo. Significa colocar a sua divindade interior para participar de cada etapa do processo de execução daquilo em que se está colocando energia. Prestar atenção é cogitar todas as sutilezas, os brocados, que cada situação tem de peculiar. Ouvir a voz do coração sem se deixar levar pelas opiniões e regras já estabelecidas.

Lembro de uma lenda que fala de um confronto entre a Mentira e a Verdade e que na briga, a certa altura, cada uma desferiu um violento e certeiro golpe de foice na outra, decepando-lhes simultaneamente as cabeças. Nesse ponto correram para resgatarem-nas e no calor dos ânimos, pegaram a primeira que acharam, sem saber que estavam trocadas. Moral da história: - Toda a mentira tem um pouco de verdade, toda verdade tem um pouco de mentira.

Numa dimensão mais ampla, posso sugerir que a proporção de erro e acerto numa empreitada, está diretamente ligada ao nosso chacra umbilical, o centro de força etéreo que fica na altura do nosso umbigo e que registra experiências do período de vida que vai dos sete aos quatorze anos, período este em que saímos do invólucro da primeira infância, onde somos absolutamente receptivos para entramos no mundo da troca de experiência e treino sobre o que fazer para agradar, em suma, o modo como escolhemos retribuir aquilo que o meio nos oferece, ou de contestar o que não nos agrada. Nossa primeira tentativa de nos colocarmos dentro de uma situação vigente.

São muitos os caminhos pelos quais podemos resgatar eventuais falhas de assimilação nesse período e o exercício da observação é um deles. Desta vez vou sugerir uma receita, que permite essa percepção.

O Pesto Genovês e a Mágica de todos nós

Lembro que cada um de nós é 100% responsável pela realidade da vida ao redor. Admitindo essa máxima, iremos compreender gradativamente o motivo de muitas das nossas insatisfações. Reserve um tempo do seu dia para comungar em silêncio com a realidade à sua volta, observe, os pontos que não lhe agradam e pergunte-se o que fazer para modificá-los. Mesmo que a resposta esperada não venha, considere que já se abriu uma porta, por onde soluções até inusitadas podem ocorrer, e às vezes, conduzindo numa direção nova, com perspectivas mais amplas e mais simples. Existe uma mágica que brota de dentro de nós, quando misturamos ingredientes e focamos nossa atenção; as receitas brotam espontaneamente. Que tal reescrever a receita da sua vida a partir de já? O exercício com o Pesto Genovês, pode ajudar nesse processo de observação das próprias qualidades.

Ingredientes:

Folhas de manjericão, azeite de oliva (virgem de 1ª prensagem), sal marinho, dentes de alho, nozes picadas e queijo pecorino ralado. As quantidades ficam a critério de cada um, faz parte do planejamento.

Preparo:

Solte as folhas do manjericão, suavemente, aspirando o seu perfume, coloque-as num pilão, amassando lentamente, junte o azeite de oliva aos poucos. Vá acrescentando os pedaços de alho, as nozes picadas e o queijo. Continue amassando até que o manjericão desmanche.

O manjericão é excelente para energizar o chacra umbilical, responsável pela criatividade, a sedução e a concretização, desperta o lado feminino. O alho é excelente na limpeza do organismo, as nozes são ricas em colesterol bom, o azeite de oliva de 1ª prensa, é rico em ômega 3.

O Pesto Genoves serve-se sobre massas, em quantidades pequenas, em substituição aos molhos convencionais. Seja o último a saboreá-lo, se possível nem coma, deixe esta tarefa para os outros e anote os resultados da opinião de cada um. Nem se entusiasme com os elogios, nem se decepcione com as críticas. É só pegar o pilão e começar tudo de novo.

Experimente e veja o resultado. Saudações Fraternas e até a próxima

Pedro Reis é jornalista, astrólogo e eventual cozinheiro
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