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segunda-feira,
28 agosto, 2000 17:55
Nós,
os preguiçosos
Neste mundão
véio de Deus, muitas vezes ainda pedimos o embasamento
científico disso ou daquilo..
Em geral quando o assunto é
ciência (inclui-se aí tudo que diga respeito
a isso ), quase nada chega às nossas mãos
antes dos criteriosos testes. Nada mal considerando que
a origem dessas coisas é a cabeça humana,
falível, prepotente, ambiciosa, apenas para listar
algumas das nossas características.
Meu negócio é falar
de qualidade de vida, a saúde aí entra como
conseqüência natural. Nada está fora de
nós, temos um completo sistema de autodefesa que
quase nunca usamos, e que hoje em dia já não
podemos alegar desconhecimento. As prateleiras das livrarias
e a internet abrigam um zilhão de temas espiritualistas,
comportamentais, alimentares, educacionais, ambientalistas
e outros tantos que só com a nossa boa vontade são
capazes de promover verdadeiras transformações
para melhor.
A questão é que
na grande maioria das vezes, as pessoas perdem o precioso
tempo, elocubrando, contestando e brigando para saber qual
é o mais certo. Nada mais errado. Tudo que se produz
no mundo está adequado ao mundo. Só a experimentação
é que pode mostrar os verdadeiros valores daquilo
que estamos colocando em nossa vida. Você não
precisa ser feio nem se enfeiar para ser religioso, não
precisa franzir a testa para mostrar que está preocupado,
nem fazer cara de bravo e vociferar para mostrar que é
sério. Nem precisa entregar o controle de sua vida
para ninguém, supremo exercício de preguiça.
Doença, pobreza, falta de sorte, são máscaras
de nossos desvios de caráter, má compreensão
do próprio papel na vida, crenças que nunca
foram devidamente avaliadas com isenção, afinal
nós sempre nos achamos as melhores pessoas do Universo.
Aqui no Ocidente, ainda somos
muito materialistas, até para acreditar em Deus.
Temos pressa e foco dirigido para acumular bens palpáveis,
visíveis, sem nos darmos conta que o grande segredo
reside no imponderável, que o caminho da felicidade
perfeita é o conhecimento de si próprio, o
autocentramento, a descoberta das verdadeiras aspirações
interiores, o desnudar-se das hipocrisias sem a preocupação
de estar sendo agradável a este ou a aquele.
Se as cidades estão degeneradas
não é culpa do governante, mas omissão
da sociedade, que entre outras coisas o elege e é
quem em suma vive nas cidades. Se as religiões andam
decepcionando é porque os fiéis entregam o
comando para o guia espiritual, seja ele quem for, se a
comida que comemos não tem substância, é
porque aceitamos consumir muitas porcarias que são
empurradas em vistosas embalagens multicoloridas.
O que não temos de bom
é tudo em que não colocamos atenção.
Pura preguiça. Teremos tudo quando nos comprometermos
sinceramente com nossos verdadeiros anseios e respeitarmos
os anseios de nossos semelhantes. Quando não precisarmos
do policial para obedecermos a lei, quando não jogarmos
lixo na rua, mesmo que ninguém esteja vendo, quando
aprendermos a orar em silêncio, sem que ninguém
nos ouça. Temos tanto que aprender para só
assim deixarmos de ser criancinhas crescidas e malcriadas.
Procure um jeito que lhe agrade de estabilizar suas energias
e como mágica sua saúde, suas finanças,
sua boa estrela tomarão um rumo novo.
Não aceite as coisas como
se apresentam, o limite está apenas em nós
mesmos. Rompa todos os dias com a mesmice e a preguiça
que impedem que enxerguemos o algo mais que sempre há
um passo adiante. Sugiro que você comece fazendo pão.
Isso mesmo pão. Não conheço exercício
mais fascinante. O pão é um dos melhores indicadores
de a quantas anda nosso gerador pessoal de energia. Quando
estamos bem o pão cresce, quando não a massa
não cresce. O pão então é um
dos melhores relógios para avaliarmos nosso estado
de espírito.
TRABALHANDO
PELA PAZ
Apesar
da turbulência em que parece o mundo naufragar, podemos,
apenas querendo, esparramar pela Terra, Ondas de Amor. No
centro de nosso ser, está o coração,
ponto de ligação entre as esferas mais sutis
e este plano onde vivemos. Busquemos o equilíbrio
pelo coração, pois dessa forma, estaremos
promovendo a ligação entre estas realidades
aparentemente distintas.
Usando o coração
como fiel de balança, nem nos limitaremos a divagar
sobre as coisas do Céu, nem nos apegaremos às
coisas da Terra, promovendo assim a medida equilibrada entre
elas, nós mesmos. Seja lá qual for a sua religião,
raça, sexo, idade, preferências ou grupo social
com o qual se identifique, disponha-se todos os dias, ao
menos durante um minuto ao acordar e outro antes de dormir,
a visualizar uma nuvem rosada brotando do seu coração
permitindo que ela se expanda e envolva a você e a
todos aqueles que compartilham sua existência, em
casa no trabalho, em todos os lugares onde sua lembrança
alcançar.
Acredite, os efeitos deste gesto
simples, vai contribuir em muito, para o alívio de
grandes volumes de dor e tensões, em lugares onde
talvez sequer cogitemos.
A Humanidade silenciosamente
agradece.
FAZENDO PÃO
INGREDIENTES
700 gramas
de farinha de trigo integral
300 gramas de farinha de trigo branca
30 gramas de farelo de trigo
10 gramas de fermento biológico
1 pitada de canela
½ litro de água morna
1 colher de sopa de sal marinho
1 colher de sopa de açúcar mascavo
100 ml de azeite de oliva
PREPARO
Lave
bem as mãos. Misture numa bacia grande ou sobre um
tablado, a farinha integral, a branca e o fermento adicionando
a água e mexendo até obter uma massa de consistência
macia. Deixe descansar durante trinta minutos, para o processo
de fermentação se completar. Após esse
tempo, adicione o farelo, a canela, o sal, o açúcar
e o azeite, amassando contínua e delicadamente, até
a massa ficar homogênea. Faça bolinhas do tamanho
de uma mão fechada, e deixe descansar até
que dobrem de tamanho. Asse em forno quente, acompanhando
visualmente durante mais ou menos 50 minutos, dependendo
do tipo de forno. Opcionalmente utilize uma lâmina
de barbear nova para riscar talhos diagonais sobre a superfície
das bolinhas.
RENDIMENTO
Entre 16 e 18
unidades, conforme o tamanho da mão, pode ser comido
quente, embora o melhor pão é aquele que comemos
24 horas depois de feito, quando desaparecem os efeitos
do fermento. Se assim for, após esfriar, guardar
num saco de papel colocado dentro de um saco plástico
de supermercado, para consumo em até 4 dias. Nessas
condições o pão permanece macio e não
engorda.
Experimente e veja o resultado.
Saudações Fraternas e até a próxima