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sexta-feira, 7 julho, 2000 16:30

Aceitando novos paradigmas

Nos últimos 50 anos, nosso prato de comida, perdeu mais da metade os nutrientes. Nossas doenças passaram a ser tratadas com elementos sintéticos, vivemos o estouro da boiada tecnológico e tudo passou a ser muito rápido e curto.

Avançamos tecnologicamente mas, nosso conceitual continua como há milhares de anos. Básico instinto. Nossa pressa, cada vez mais apressada, rouba-nos a possibilidade dourada de vivermos bem e termos a tecnologia como aliada e não como vilã.

Eu mesmo estou desde abril e espero que para sempre, longe fisicamente dos grandes centros urbanos. Depois de 40 anos nascidos e vividos em cidade grande, decidi morar no Brasil Central.

Trouxe a internet, mas deixei o barulho, a fumaça, a agonia sufocante da metrópole e a paranóia moderna para trás. Estou definitivamente colocando a tecnologia à minha disposição. Mas vamos voltar aos paradigmas, porque já é hora de revisarmos nossos conceitos de viver.

No umbral do século 21, temos que ter a consciência de que sem mudarmos nossos conceitos sobre a vida, perderemos de vez o controle. Partindo-se de um ponto de vista quântico, todos os nossos problemas e questionamentos desaparecem, nossos desejos insatisfeitos também. Começa com o simples querer que seja diferente; foi com essa fórmula que eu mudei de São Paulo, perdi 20 quilos, regulei o organismo, aumentei a substância do meu sono, sem aumentar o número de horas e outras mais.

A crença de que temos que esperar dos outros, sejam eles a Ciência, o Governo, a Igreja, conduz-nos fatalmente ao fracasso, porque toda vez que um desses nossos eleitos pisa no tomate, vão pelo ralo também, um pouco das nossas esperanças.

Nosso tempo vive grandes dramas sem solução porque sempre esse conceitual de que falo, o básico instinto, entra na frente com uma solução genial, (que não deixa ninguém pensar e vai mais longe, aproveita que no geral não gostamos de pensar), que o tempo depois acaba demonstrando, não ser boa nem verdadeira.

Se tomarmos novamente o ponto de vista quântico, veremos que nada é definitivo, porque o universo está em constante evolução e expansão. Veremos que os conceitos mudam mas continuamos tradicionais. Falamos na revolução da família, na revolução das religiões, na revolução da saúde, no mundo globalizado e sem fronteiras, mas continuamos observando o sonho de muitos jovens casadoiros e sonhando com a prole, as igrejas continuam lotadas, remédio só se for de farmácia e o passaporte, continua obrigatório em muitos lugares.

Brigamos ainda por coisas muito pueris, como pedaços de terra, fechadas no trânsito, partilha de bens. Cuidamos então de sofrer e adoecer por causa de coisas que em suma não precisamos, nem valem tanto a pena. Sabemos disso apenas quando em situações extremas, nos contentamos com o mínimo, como um copo d’água, ou um par de sapatos. Certa vez ouvi a história de um homem de muito sucesso, que sofreu uma queda e ficou paraplégico. Como tinha muito dinheiro, rapidamente após se recuperar, pode voltar a dirigir um carro adaptado e poderia mesmo ter uma vida quase normal. Ocorre que o homem tornara-se extremamente amargo, grosseiro com as pessoas, sempre muito queixoso. Numa certa noite, ia de carro para uma reunião, chovia, e um dos pneus furou. Dentro do carro sem poder fazer nada, esbravejou e socou o volante, quando de repente uma jovem e um homem já de idade avançada, bateram na janela. Ele explicou então que era paraplégico, e o homem se prontificou a trocar o pneu para ele. Fez o serviço embaixo da chuva. Trocado o pneu o homem apressou-se em dar uma nota de 50 para o velho, que não fez nenhuma menção de pegá-lo, ao que a menina que o acompanhava retrucou, desculpe senhor, meu avô é cego. Ao que o senhor lhe disse, não precisa pagar, fiz por que quis. Desejou boa noite, e saiu, desaparecendo aos poucos na escuridão. É certo que a partir deste dia, o homem voltou a ser uma pessoa mais alegre.

Saúde - Uma questão de ponto de vista
Da mesma forma, nós podemos voltar a ser pessoas mais saudáveis, se nos preocuparmos menos com a doença e mais com o estado de espírito que estamos cultivando. Nenhuma dor, nenhum mal, acontece por acaso, nosso corpo é uma máquina perfeita, que sabe sozinha, superar-se infinitas vezes, antes que sucumba por conta dos nossos exageros. Poluição, correria, má alimentação, colaboram para um estado degenerativo, fazem mesmo com que fiquemos envelhecidos mais rapidamente. Mas os nossos pensamentos, são muito mais poderosos, se usados nesse processo de degeneração. Nossa sociedade sintética é fruto basicamente da ganância, da vontade de ganhar dinheiro, sem cuidar muito da substância. Essa nossa visão curta e simplista, que louva o hambúrguer e o enlatado, que enaltece os conservantes, flavorizantes, corantes, aromatizantes, estabilizantes, edulcorantes e toda a família de aditivos, ensinou erroneamente as pessoas que comer não precisava ser nada muito nutritivo, assim hoje ficamos doentes de coisas que não sabemos e nos curamos com remédios que foram produzidos da mesma forma. Uma ciência sem alma a serviço de uma indústria que precisa produzir milhões de unidades semi artificialmente para alimentar mal os 6 bilhões de habitantes do planeta.

É esse estado de coisas que precisa mudar, é essa consciência que precisa urgentemente nascer e encontrar campo para proliferar, para que qualidade de vida não seja apenas assunto para naturebas.

Podemos sim através da crença na própria capacidade, gerar tudo aquilo de que necessitamos, dos bens aos alimentos, da roupa à saúde.

No que diz respeito às soluções para corrigir estados de má nutrição, temos muitos pesquisadores marginalizados no Brasil, porque não seguem a cartilha. Posso citar dois que já em idade avançada, lutam para fazer valer, os conceitos de 50 anos de pesquisa. Arnaldo Gauer, que produz um composto à base de fosfato, que é um dos elementos de que mais temos carência, porque toda a cadeia alimentar moderna não produz e ainda rouba o pouco que temos e Francisco Antunes, também com 50 anos de carreira, que desenvolveu uma linha de nutrientes à base de oligoelementos extraídos de algas e carvões fósseis, que completam parte dos 50 elementos que ingeríamos a meio século e que hoje giram em torno de 18. É natural que tenhamos doenças e que desconheçamos os meios de combatê-las. Hoje estamos revivendo o drama de ver a tuberculose, por exemplo, que se julgava erradicada nos centros urbanos, voltar com força devastadora, porque não foi tratada com o melhor dos remédios, o alimento. Como já disse, nossa visão é curta, os avanços da ciência, embora pareçam maravilhosos, vez por outra, não consideram as consequências nas gerações futuras. Mexem no DNA das coisas e invariavelmente, como lhes é humanamente impossível prever, não avaliam se haverá males no futuro.

Somos nós todos um imenso campo de cobaias, assistindo passivamente aos avanços que mais tarde poderão significar grandes prejuízos.

Não podemos mais ser simplistas, temos que nos ocupar de saber o verdadeiro valor das coisas. Não precisamos também por outro lado, condenar a indústria ou a ciência, apenas pedir-lhes e acho que podemos fazer isso, que modifiquem o seu modo de ver e fazer. Creio que já evoluímos bastante no quesito tecnologia, agora temos que evoluir no conceito moral e ético. E se eles não mudam, mudemos nós. Procure ser um cidadão mais holográfico, saiba antes o que você vai dar de comer para o seu filho. Pesquise a quantidade de agrotóxico que se usa normalmente para cada tipo de produto que você consome. Experimente comer menos embalados e a ter menos pressa para viver. Tudo que é feito em excesso causa problemas, já dizia o Buda. Monoculturas, monodietas, monopensamentos, mono-atitudes, exaurem o terreno onde são praticadas, tornam a vida mais difícil, menos saborosa, menos nutritiva e mais curta. Agora que estamos a um passo do milênio da evolução tecnológica, seria bom ressuscitarmos alguns conceitos mais antigos e aliarmos os benefícios inegáveis que a tecnologia produziu a cuidados mais ritualísticos com o corpo, com a mente e com o espírito, independente do credo que se segue.

Saúde é o resultado de um conjunto de coisas, as que comemos, as que pensamos, as que fazemos. É o tempo da auto-reforma, de assumir responsabilidades consigo mesmo e com os semelhantes. Tendo mais consciência de si mesmo, estaremos tendo mais consciência do mundo que está a nossa volta e poderemos num passe de mágica, corrigir todos os desvios que criamos, enquanto estávamos ocupados apenas do progresso. Que tal tentar?

Pedro Reis é jornalista, astrólogo e eventual cozinheiro
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