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ilustração |
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quarta-feira,
2 julho, 2003 18:27
Sobre
pequenos cuidados
Porque a princípio
não sei, o tamanho da dor que vai no coração
do outro, não posso julgar. E dor aqui, não
deve ser vista sob o ponto de vista físico, mas do
consciencial.
Aquela sensação
de incômodo que habita o coração de
nós todos, a força que nos impele numa determinada
direção, sempre em busca da tal paz de espírito.
É essa sensação que nos conduz pela
vida e é a grande responsável pelas nossas
atitudes e comportamentos.
Como ninguém ensina a ouvir a alma,
mas antes a atender os apelos fáceis do mundo material,
o volumoso estímulo sensorial da propaganda vindo
de todas as vertentes do pensamento humano, não raro
pouquíssimos seres humanos, ouvem a voz da alma.
Todo comportamento que observamos em nosso semelhante, traz
uma mensagem cifrada, que só pode ser compreendida
em profundidade, se nos despirmos de amor próprio,
orgulho, vaidade e outras tantas características
e deixarmos à mostra o coração.
Toda alma precisa se expressar, encontrar
o canal por onde possa fluir e a vida na terra ainda hoje
é como um covoal, um labirinto, que não deveria
ser seguido, nem obedecido quase que inconscientemente,
porque a saída não está em nenhum lugar
fora, mas dentro. Quanto mais silencioso fico, menos reativo
às reações das pessoas e tudo que está
no exterior. Caras feias, gritos, risos, choros, ordens,
desprezo, raiva expressada, vingança, traição,
são apenas a ponta do iceberg chamado alma, tentando
no meio da barafúrdia, encontrar seu pleno fluxo.
O comportamento das pessoas se torna muito
igual, quando ao invés de repararmos no como foi
feito ou falado, atentarmos para o que foi feito e falado.
Assim percebemos a intenção por trás
do gesto, porque essa é preponderantemente mais importante.
O único jeito de perceber o que a vida está
nos mostrando, o como nós mesmos estamos nos vendo
e aceitando e se é ou não necessário
modificar as nossas atitudes.
Evolução,
o nome desse longo e tortuoso processo é evolução.
Um caminho que se torna mais ameno, se a despeito de todo
o desconforto, continuarmos firmes, naquilo que determinamos
como propósito. E como há uma dor (bem entendida)
no fundo de cada coração, e no meu também,
devo parar e pensar, falar cada vez menos, agir equilibradamente
cada vez mais. Isto não é um conselho, é
um exercício para se praticar todos os dias!