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segunda-feira,
15 setembro, 2003 12:34
A
Astrologia como Ferramenta Terapêutica
Tempos estes que vivemos
que abrem um vigoroso leque de opções. Um
trabalho terapêutico, pode ser enriquecido sobremaneira
quando os elementos agregados, ganham cor, movimento, som
e cheiro.
Com sua proposta eminentemente
preventiva e harmonizadora, a Terapia Holística pode
contar com essa gama de opções.Nesse
contexto, a Astrologia, também pode oferecer sua
contribuição. Não a Astrologia ortodoxa
e fatalista que determina destinos e engessa o caminho de
vida das pessoas ou tenta prever acontecimentos, nem aquela
corruptela que são os horóscopos, mas uma
Astrologia que ofereça plantas e mapas que possam
ser constantemente mexidos e ajustados, acompanhando o grau
de evolução de cada indivíduo. Há
um templo para cada tipo de Ser.
Neste trabalho astrológico,
o foco central é o indivíduo e suas crenças,
tipificadas no mapa natal e uma viagem que se faz do momento
do nascimento até o regresso ao plano extra-físico
e suas infinitas repetições em cada gesto
cotidiano. Um trabalho que desconstrói o mapa e rearranja
seus pontos fortes e fracos, buscando com isso o equilíbrio
das forças individuais que são iguais para
todos.
Um desses caminhos é
o que chamo de Metáfora da Árvore e que lê
o mapa em linhas horizontais e complementares. Abordagem
semelhante existe no trabalho de Florais Brasileiros do
terapeuta Joel Aleixo, porém aqui o cerne recai sobre
trabalhos energéticos, chacras, reorganização
de memória celular e desconsidera os aspectos a princípio
porque a visão é holográfica.Na
Metáfora da Árvore a história começa
na casa 4, o solo concebido para receber a semente, é
também o motivo consciente ou não dos pais,
no momento da concepção; é também
o conjunto de crenças da alma encarnante e do grupo
ao qual ela pertence e ainda o motivo fundamental pelo qual
ela escolheu nascer, tudo isso impregnando a estrutura que
será chamada DNA , o banco de dados físico
e seu correspondente energético o perispírito,
que vão ter a possibilidade de no decorrer da vida
material em função da permeabilidade dos conceitos
da alma e do meio, de promover a interação
necessária à aceleração ou manutenção,
ou a vagareza do processo evolutivo.
A casa 4 também
indica o modo de iniciar ações em qualquer
área da vida.Interferências
na casa 4, serão sentidas com o colorido do signo
e do elemento que aí se encontrarem e eventuais planetas
e aspectos aí contidos, sendo este último
considerado apenas no final do processo de assimilação
do conceito aqui proposto, mesclados aos significantes dela
- o signo de câncer, a lua, o elemento água.
Essas interferências serão mais sentidas durante
o período que abrange a concepção até
sete anos de idade.
Ainda calculando-se
a lua de concepção, teremos uma panorâmica
do perfil emocional da pessoa e olhando para o mapa como
um todo, seremos capazes de enxergar defeitos, qualidades
e comportamentos futuros, uma vez que a planta do edifício
é construída e aí fica guardada para
toda consulta posterior. Ou seja nesse período constrói-se
o caráter, "as verdades" e as "mentiras"
e aí nascem as sombras, que poderão migrar
para todos os outros conceitos previstos nas outras casas.
Uma vaga idéia de tudo o que o mapa simboliza estará
gravando de forma profunda, os valores da alma tendo como
forma o ambiente da casa 4. Entendo que nesse tempo a alma
caminha de 100% de inconsciência material para 0%.
Chamo este período de Reconhecendo o Terreno.No
segundo momento da atual fase física da vida, desenvolve-se
o eixo formado pelas casas 3 e 5 tendo como pano de fundo
as experiências gravadas na casa 4. Acredito que o
processo evolutivo que vai de 0% de consciência material
até a hipótese possível de 100% de
entendimento da experiência física, no momento
da morte, começa aqui.Nesse
período, a criatura começa a se enxergar dentro
do primeiro contexto social, seja ele a família ou
qualquer circunstância que lhe faça as vezes,
casa 5.
Nesse ponto do mapa
nos vemos enquanto filhos, a visão que temos dos
pais, o desenho de nosso futuro papel social, o ambiente
formado pelos irmãos e colegas de escola, os vizinhos,
nosso comportamento em sociedade, os amantes ou namorados
e como criaremos eventuais filhos no futuro. Na casa 3 está
a resposta que oferecemos em contra partida ao entendimento
que tivemos do lado oposto do eixo tendo em vista o princípio
básico estabelecido na casa 4. Aqui a raiz já
aponta o caule exterior que irá crescer durante sete
anos. Chamo esse período de Estabelecendo Contatos.
Mesclam-se aqui aos signos que ocupam as pontas do eixo
o signo, o planeta e o elemento regente das mesmas.
Para a casa 3 Gêmeos,
Mercúrio e Ar (as idéias) para a casa 5 Leão,
Sol e Fogo (a identidade).Na
terceira fase do nosso processo de desenvolvimento, colocaremos
atenção no eixo formado pelas casas 2 e 6.
Aqui mais uma vez a premissa básica da casa 4, transferiu
seus conceitos ao modo de desenvolver o caule para o eixo
3 e 5, sendo que agora iremos despontar os galhos e determinar
o grau de segurança necessário para a continuação
da jornada. Nessa fase que chamo de Ocupando o Território,
a alma crescendo num corpo, desenvolve seu conceitos de
bem estar e gostos, seu padrão de prosperidade e
nutrição emocional, casa 2; e vai buscar os
meios para suprir essas necessidades, casa 6. A casa 6 representa
o modelo doméstico a vida no lar, que por sua vez
vai influenciar a escolha do ambiente de trabalho, enquanto
que a casa 2 vai avaliar as verdadeiras necessidades e se
elas estão sendo supridas corretamente. Os galhos
então se expandem na medida que foi determinada pela
raiz e pelo caule, permitindo o nascimento das folhas; os
pequenos detalhes que irão construir nosso padrão
de aceitação. Por serem em grande número,
muitas vezes geram dúvidas e mudança sazonais
de comportamento, característica típica da
criatura que está na faixa de 14 a 21 anos.
No quarto período
vamos entrar na fase de descoberta do mundo, por isso chamo-o
de Fazendo Escolhas. Até o final do período
anterior toda a vida esteve focada na raiz e o centro de
referência era a própria criatura. Nesse ponto
da vida o indivíduo que se maravilhava com as próprias
descobertas e se assustava com suas próprias dúvidas,
olha pela primeira vez o mundo com a cabeça erguida
e descobre que tudo aquilo que ele achava o máximo
em termos de auto-descoberta era um processo que todos à
sua volta estavam vivendo e aí começa a festa
no pomar. Descobrir-se com a possibilidade de partilhar
as experiências faz com que todas as árvores
em volta se encham de flores. Uma quer ser mais bonita que
a outra, já que todas são árvores,
as flores são o diferencial e junto com as flores
vem os perfumes, miríades perfumando o ar. É
também o início da disputa acirrada, uma espécie
de renascimento, revisar pontos de vista e encontrar o melhor
lugar para se posicionar e achar a tribo mais adequada.Outro
ponto importante é que aqui existe a possibilidade
de se escolher pelo coração e não mais
pelo estômago ou umbigo as coisas que se vão
fazer.
É tempo também
de aprender a recuar e avançar buscando com isso
o equilíbrio; ação e repouso, dar e
receber. Esse período que vai dos 21 aos 28 anos
tem como co-significantes os signos de Áries (casa
1) e Libra (casa 7) mostrando que arrojo e desprendimento
devem ser praticados consigo mesmo, mas com o parceiro deve-se
sempre primeiro perguntar. Os planetas e elementos envolvidos
são Marte e Fogo na casa 1 e Vênus e Ar para
a casa 7. Os signos e planetas que estiverem ocupando estas
casas vão dar o tom das ações aqui
descritas. Nesse ponto do processo o indivíduo pode
enxergar a vida para traz e vislumbrar o que o futuro lhe
reserva.No quinto
período a alma entra no processo de assegurar tudo
o que foi conquistado, entre os 28 e os 35 anos, abrem-se
as portas da expressão em um nível mais elevado.
A partir do contexto
desenhado nos três primeiros eixos e do divisor de
águas do quarto em sintonia com os rudimentos da
inspiração que chega da casa 10, começa
o que chamo de Defendendo Posições e a garganta
entra em cena para expressar tudo aquilo que o ser entendeu
como adequado e verdadeiro. Emite opiniões que representam
os primeiros frutos e cria as bases da vida no mundo. Nesse
período existe a tendência de deixar gravado
o modo como seremos lembrados pelos nossos iguais.
Existe a possibilidade
de enxergar o tempo do trabalho e a dedicação
ao trabalho comunitário (casa 12); aqui também
a paixão inicial pelo parceiro escolhido pode transformar-se
em amor (casa 8) e amor aqui entendido como o conjunto de
cuidados e providências para serem tomados em comum
pelo par para solidificar a relação e a manutenção
da vida cotidiana social e particular. Os regentes desse
período são Peixes, Água, Netuno na
casa 12 e Escorpião, Água e Plutão
na casa 8.
Significando também
que para descobrir os profundos segredos e necessidades
do parceiro, é preciso revelar-se também por
inteiro. Este despertar acontece com o colorido dos signos,
planetas e aspectos que ocuparem essas casas.No
sexto período que vai dos 35 aos 42 anos, o ser tem
a oportunidade de ampliar seus conceitos de vida e caminhos
e seu foco de observação já mescla
a visão material e a visão interior. Sua capacidade
de sentir as vibrações mais profundas da alma,
vindas da casa 10, já permitem que sua comunicação
seja intercalada entre palavras e gestos e o ímpeto
de expressar seu próprio ponto de vista já
é menor. Às vezes ações falam
mais forte e se chega ao ponto de ponderação.
Com Sagitário
na casa 9 os valores são avaliados no íntimo
e a visão de mundo de Áquario na 11 sabe que
tudo tem uma solução e que os desconfortos
do mundo são apenas o próprio processo natural
se desenhando em cada universo particular.Os
elementos e planetas desse período são Fogo
e Júpiter na casa 9 e Ar e Urano na casa 11. Como
resultado das primeiras colheitas realizadas no período
anterior os frutos desse período são bem mais
doces e fortes e as colheitas mais abundantes. Chamo esse
período de Alargando os Horizontes.No
sétimo e último (último?!) período,
o indivíduo pode claramente observar a extensão
de seus atos e promover uma grande revisão de seus
valores e preparar-se para o recomeço do ciclo. A
plantação é avaliada como um todo e
o detalhamento será possível depois. No período
compreendido entre os 42 e 49 anos temos todas as condições
para revisar posturas e melhorar a qualidade da nossa safra.
Nada aqui precisa ser feito depressa, precisa ser bem feito.O
signo de Capricórnio, o elemento Terra e Saturno
são os co-significantes dessa fase e a mensagem é
de que tudo precisa obedecer um tempo, um ciclo inteiro,
antes de mostrar resultados e que as dificuldades nada mais
são que o treino natural para se alcançar
os melhores resultados, desistir então significa
desperdiçar energia e tempo e consequentemente perder
todo o investimento feito.
Essa fase do processo
chamo de Avaliando Resultados.No
conjunto do trabalho também estão envolvidos
os chacras principais, um para cada período.Básico
- Casa 4; Umbilical - Eixo 3 e 5; Plexo Solar - Eixo 2 e
6; Cardíaco/Timo - Eixo 1 e 7; Laríngeo -
Eixo 12 e 8; Frontal - Eixo 11 e 9 e Coronário -
Casa 10.
A Leitura básica
dos significados dos signos também pode ser feita
na posição em que se encontrarem os signos
tradicionais, no que identifico como a árvore paralela
que dá uma dimensão do plano amplo da vida
e indica que rumo podemos dar a ela para cumprirmos com
mais objetividade o nosso propósito de vida. Simplificando
- A posição tradicional do zodíaco,
mostra um modelo a ser alcançado; as variações
em função de posição do Ascendente
representa a leitura que fizemos da proposta original, a
árvore paralela mostra sobre qual área da
vida devemos colocar atenção para desenvolvermos
a tarefa que regeneraria com um pouco mais de lucidez o
trajeto efetivo da alma. Tome-se aqui como exemplo a raiz
da árvore colocada sobre a casa que tiver o signo
de Câncer e o topo na casa oposta onde estará
Capricórnio.
A questão é
que avaliando-se o cliente a partir desses jogos de fragmentação
e união podemos desenhar um perfil comportamental
e sugerir linhas de ação que visem produzir
resultados harmoniosos. Partindo-se de um modelo básico
ortodoxo, podemos fazer leituras heterodoxas. Descobrir
de que modo a pessoa enxerga as variadas nuanças
da vida e sugerir revisões conceituais em seus procedimentos
perante a vida.Ainda
que simplificada nessas linhas a técnica é
absolutamente rica em detalhes que só a vivência
do modelo pode apurar. Este trabalho tem como base uma jornada
de 30 anos estudando os conceitos astrológicos, energéticos
e espiritualistas que pontearam minha vida e estão
em constante movimento, rearranjo e revisão. Porque
em suma a vida de estática, nada tem e o mapa da
mesma forma só é estático se seu dono
assim o permitir.