Tempos
estes que vivemos que abrem um vigoroso leque de opções. Um trabalho
terapêutico, pode ser enriquecido sobremaneira quando os elementos agregados,
ganham cor, movimento, som e cheiro. Com sua proposta eminentemente preventiva
e harmonizadora, a Terapia Holística pode contar com essa gama de opções. Nesse
contexto, a Astrologia, também pode oferecer sua contribuição.
Não a Astrologia ortodoxa e fatalista que determina destinos e engessa
o caminho de vida das pessoas ou tenta prever acontecimentos, nem aquela corruptela
que são os horóscopos, mas uma Astrologia que ofereça plantas
e mapas que possam ser constantemente mexidos e ajustados, acompanhando o grau
de evolução de cada indivíduo. Há um templo para cada
tipo de Ser. Neste
trabalho astrológico, o foco central é o indivíduo e suas
crenças, tipificadas no mapa natal e uma viagem que se faz do momento do
nascimento até o regresso ao plano extra-físico e suas infinitas
repetições em cada gesto cotidiano. Um trabalho que desconstrói
o mapa e rearranja seus pontos fortes e fracos, buscando com isso o equilíbrio
das forças individuais que são iguais para todos. Um
desses caminhos é o que chamo de Metáfora da Árvore e que
lê o mapa em linhas horizontais e complementares. Abordagem semelhante existe
no trabalho de Florais Brasileiros do terapeuta Joel Aleixo, porém aqui
o cerne recai sobre trabalhos energéticos, chacras, reorganização
de memória celular e desconsidera os aspectos a princípio porque
a visão é holográfica. Na
Metáfora da Árvore a história começa na casa 4, o
solo concebido para receber a semente, é também o motivo consciente
ou não dos pais, no momento da concepção; é também
o conjunto de crenças da alma encarnante e do grupo ao qual ela pertence
e ainda o motivo fundamental pelo qual ela escolheu nascer, tudo isso impregnando
a estrutura que será chamada DNA , o banco de dados físico e seu
correspondente energético o perispírito, que vão ter a possibilidade
de no decorrer da vida material em função da permeabilidade dos
conceitos da alma e do meio, de promover a interação necessária
à aceleração ou manutenção, ou a vagareza do
processo evolutivo. A casa 4 também indica o modo de iniciar ações
em qualquer área da vida. Interferências
na casa 4, serão sentidas com o colorido do signo e do elemento que aí
se encontrarem e eventuais planetas e aspectos aí contidos, sendo este
último considerado apenas no final do processo de assimilação
do conceito aqui proposto, mesclados aos significantes dela - o signo de câncer,
a lua, o elemento água. Essas interferências serão mais sentidas
durante o período que abrange a concepção até sete
anos de idade. Ainda calculando-se a lua de concepção, teremos uma
panorâmica do perfil emocional da pessoa e olhando para o mapa como um todo,
seremos capazes de enxergar defeitos, qualidades e comportamentos futuros, uma
vez que a planta do edifício é construída e aí fica
guardada para toda consulta posterior. Ou seja nesse período constrói-se
o caráter, "as verdades" e as "mentiras" e aí
nascem as sombras, que poderão migrar para todos os outros conceitos previstos
nas outras casas. Uma vaga idéia de tudo o que o mapa simboliza estará
gravando de forma profunda, os valores da alma tendo como forma o ambiente da
casa 4. Entendo que nesse tempo a alma caminha de 100% de inconsciência
material para 0%. Chamo este período de Reconhecendo o Terreno. No
segundo momento da atual fase física da vida, desenvolve-se o eixo formado
pelas casas 3 e 5 tendo como pano de fundo as experiências gravadas na casa
4. Acredito que o processo evolutivo que vai de 0% de consciência material
até a hipótese possível de 100% de entendimento da experiência
física, no momento da morte, começa aqui. Nesse
período, a criatura começa a se enxergar dentro do primeiro contexto
social, seja ele a família ou qualquer circunstância que lhe faça
as vezes, casa 5. Nesse ponto do mapa nos vemos enquanto filhos, a visão
que temos dos pais, o desenho de nosso futuro papel social, o ambiente formado
pelos irmãos e colegas de escola, os vizinhos, nosso comportamento em sociedade,
os amantes ou namorados e como criaremos eventuais filhos no futuro. Na casa 3
está a resposta que oferecemos em contra partida ao entendimento que tivemos
do lado oposto do eixo tendo em vista o princípio básico estabelecido
na casa 4. Aqui a raiz já aponta o caule exterior que irá crescer
durante sete anos. Chamo esse período de Estabelecendo Contatos. Mesclam-se
aqui aos signos que ocupam as pontas do eixo o signo, o planeta e o elemento regente
das mesmas. Para a casa 3 Gêmeos, Mercúrio e Ar (as idéias)
para a casa 5 Leão, Sol e Fogo (a identidade). Na
terceira fase do nosso processo de desenvolvimento, colocaremos atenção
no eixo formado pelas casas 2 e 6. Aqui mais uma vez a premissa básica
da casa 4, transferiu seus conceitos ao modo de desenvolver o caule para o eixo
3 e 5, sendo que agora iremos despontar os galhos e determinar o grau de segurança
necessário para a continuação da jornada. Nessa fase que
chamo de Ocupando o Território, a alma crescendo num corpo, desenvolve
seu conceitos de bem estar e gostos, seu padrão de prosperidade e nutrição
emocional, casa 2; e vai buscar os meios para suprir essas necessidades, casa
6. A casa 6 representa o modelo doméstico a vida no lar, que por sua vez
vai influenciar a escolha do ambiente de trabalho, enquanto que a casa 2 vai avaliar
as verdadeiras necessidades e se elas estão sendo supridas corretamente.
Os galhos então se expandem na medida que foi determinada pela raiz e pelo
caule, permitindo o nascimento das folhas; os pequenos detalhes que irão
construir nosso padrão de aceitação. Por serem em grande
número, muitas vezes geram dúvidas e mudança sazonais de
comportamento, característica típica da criatura que está
na faixa de 14 a 21 anos. No
quarto período vamos entrar na fase de descoberta do mundo, por isso chamo-o
de Fazendo Escolhas. Até o final do período anterior toda a vida
esteve focada na raiz e o centro de referência era a própria criatura.
Nesse ponto da vida o indivíduo que se maravilhava com as próprias
descobertas e se assustava com suas próprias dúvidas, olha pela
primeira vez o mundo com a cabeça erguida e descobre que tudo aquilo que
ele achava o máximo em termos de auto-descoberta era um processo que todos
à sua volta estavam vivendo e aí começa a festa no pomar.
Descobrir-se com a possibilidade de partilhar as experiências faz com que
todas as árvores em volta se encham de flores. Uma quer ser mais bonita
que a outra, já que todas são árvores, as flores são
o diferencial e junto com as flores vem os perfumes, miríades perfumando
o ar. É também o início da disputa acirrada, uma espécie
de renascimento, revisar pontos de vista e encontrar o melhor lugar para se posicionar
e achar a tribo mais adequada. Outro
ponto importante é que aqui existe a possibilidade de se escolher pelo
coração e não mais pelo estômago ou umbigo as coisas
que se vão fazer. É tempo também de aprender a recuar e avançar
buscando com isso o equilíbrio; ação e repouso, dar e receber.
Esse período que vai dos 21 aos 28 anos tem como co-significantes os signos
de Áries (casa 1) e Libra (casa 7) mostrando que arrojo e desprendimento
devem ser praticados consigo mesmo, mas com o parceiro deve-se sempre primeiro
perguntar. Os planetas e elementos envolvidos são Marte e Fogo na casa
1 e Vênus e Ar para a casa 7. Os signos e planetas que estiverem ocupando
estas casas vão dar o tom das ações aqui descritas. Nesse
ponto do processo o indivíduo pode enxergar a vida para traz e vislumbrar
o que o futuro lhe reserva. No
quinto período a alma entra no processo de assegurar tudo o que foi conquistado,
entre os 28 e os 35 anos, abrem-se as portas da expressão em um nível
mais elevado. A partir do contexto desenhado nos três primeiros eixos e
do divisor de águas do quarto em sintonia com os rudimentos da inspiração
que chega da casa 10, começa o que chamo de Defendendo Posições
e a garganta entra em cena para expressar tudo aquilo que o ser entendeu como
adequado e verdadeiro. Emite opiniões que representam os primeiros frutos
e cria as bases da vida no mundo. Nesse período existe a tendência
de deixar gravado o modo como seremos lembrados pelos nossos iguais. Existe a
possibilidade de enxergar o tempo do trabalho e a dedicação ao trabalho
comunitário (casa 12); aqui também a paixão inicial pelo
parceiro escolhido pode transformar-se em amor (casa 8) e amor aqui entendido
como o conjunto de cuidados e providências para serem tomados em comum pelo
par para solidificar a relação e a manutenção da vida
cotidiana social e particular. Os regentes desse período são Peixes,
Água, Netuno na casa 12 e Escorpião, Água e Plutão
na casa 8. Significando também que para descobrir os profundos segredos
e necessidades do parceiro, é preciso revelar-se também por inteiro.
Este despertar acontece com o colorido dos signos, planetas e aspectos que ocuparem
essas casas. No
sexto período que vai dos 35 aos 42 anos, o ser tem a oportunidade de ampliar
seus conceitos de vida e caminhos e seu foco de observação já
mescla a visão material e a visão interior. Sua capacidade de sentir
as vibrações mais profundas da alma, vindas da casa 10, já
permitem que sua comunicação seja intercalada entre palavras e gestos
e o ímpeto de expressar seu próprio ponto de vista já é
menor. Às vezes ações falam mais forte e se chega ao ponto
de ponderação. Com Sagitário na casa 9 os valores são
avaliados no íntimo e a visão de mundo de Áquario na 11 sabe
que tudo tem uma solução e que os desconfortos do mundo são
apenas o próprio processo natural se desenhando em cada universo particular. Os
elementos e planetas desse período são Fogo e Júpiter na
casa 9 e Ar e Urano na casa 11. Como resultado das primeiras colheitas realizadas
no período anterior os frutos desse período são bem mais
doces e fortes e as colheitas mais abundantes. Chamo esse período de Alargando
os Horizontes. No
sétimo e último (último?!) período, o indivíduo
pode claramente observar a extensão de seus atos e promover uma grande
revisão de seus valores e preparar-se para o recomeço do ciclo.
A plantação é avaliada como um todo e o detalhamento será
possível depois. No período compreendido entre os 42 e 49 anos temos
todas as condições para revisar posturas e melhorar a qualidade
da nossa safra. Nada aqui precisa ser feito depressa, precisa ser bem feito. O
signo de Capricórnio, o elemento Terra e Saturno são os co-significantes
dessa fase e a mensagem é de que tudo precisa obedecer um tempo, um ciclo
inteiro, antes de mostrar resultados e que as dificuldades nada mais são
que o treino natural para se alcançar os melhores resultados, desistir
então significa desperdiçar energia e tempo e consequentemente perder
todo o investimento feito. Essa fase do processo chamo de Avaliando Resultados.
No
conjunto do trabalho também estão envolvidos os chacras principais,
um para cada período. Básico
- Casa 4; Umbilical - Eixo 3 e 5; Plexo Solar - Eixo 2 e 6; Cardíaco/Timo
- Eixo 1 e 7; Laríngeo - Eixo 12 e 8; Frontal - Eixo 11 e 9 e Coronário
- Casa 10. A
Leitura básica dos significados dos signos também pode ser feita
na posição em que se encontrarem os signos tradicionais, no que
identifico como a árvore paralela que dá uma dimensão do
plano amplo da vida e indica que rumo podemos dar a ela para cumprirmos com mais
objetividade o nosso propósito de vida. Simplificando - A posição
tradicional do zodíaco, mostra um modelo a ser alcançado; as variações
em função de posição do Ascendente representa a leitura
que fizemos da proposta original, a árvore paralela mostra sobre qual área
da vida devemos colocar atenção para desenvolvermos a tarefa que
regeneraria com um pouco mais de lucidez o trajeto efetivo da alma. Tome-se aqui
como exemplo a raiz da árvore colocada sobre a casa que tiver o signo de
Câncer e o topo na casa oposta onde estará Capricórnio. A
questão é que avaliando-se o cliente a partir desses jogos de fragmentação
e união podemos desenhar um perfil comportamental e sugerir linhas de ação
que visem produzir resultados harmoniosos. Partindo-se de um modelo básico
ortodoxo, podemos fazer leituras heterodoxas. Descobrir de que modo a pessoa enxerga
as variadas nuanças da vida e sugerir revisões conceituais em seus
procedimentos perante a vida. Ainda
que simplificada nessas linhas a técnica é absolutamente rica em
detalhes que só a vivência do modelo pode apurar. Este trabalho tem
como base uma jornada de 30 anos estudando os conceitos astrológicos, energéticos
e espiritualistas que pontearam minha vida e estão em constante movimento,
rearranjo e revisão. Porque em suma a vida de estática, nada tem
e o mapa da mesma forma só é estático se seu dono assim o
permitir. setembro/2003 |